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Tenho uma ideia de negócio, quero abrir uma empresa, e agora…?

Certamente em algum momento da sua vida teve vontade de se despedir do seu emprego (rotineiro) por conta de outrem, e abrir a sua própria empresa, gerir o seu próprio negócio, implementar as suas próprias ideias, e criar o seu próprio futuro.

Certamente já hesitou algumas vezes, por não ter capital para realizar o primeiro investimento, por não ter uma ideia diferenciadora da concorrência, por não ter uma visão clara do potencial do seu negócio, por achar que não é capaz de lidar com os números, os euros, as obrigações fiscais e não fiscais do negócio, ou simplesmente de achar que não será capaz de liderar uma equipe de trabalho.

A vida é feita de escolhas. Todos os dias temos de tomar decisões, escolher um caminho em detrimento de outro, e o tempo é um recurso que não se consegue recuperar, aumentar, ou clicar num botão e fazer um pause. As horas passam, os dias passam e temos de decidir o que fazer com o nosso futuro, pois somos nós que desenhamos o nosso futuro. Somos nós que sonhamos, idealizamos, projetamos, e somos os únicos que os podemos colocar em prática. A fase de implementação dos nossos sonhos é nossa. Temos esse poder, essa varinha mágica. Não deixe isso nas mãos de outros.

Portanto, decida-se rapidamente! Salte em frente, arrisque, projete-se, levante-se da cadeira onde todos os dias se costuma sentar. Saia da sua zona de conforto onde facilmente se prevê o futuro, ou melhor, onde temos a falsa expectativa de dominar o presente e o futuro.

Se quer segurança no seu trabalho e no seu futuro, crie a sua própria empresa. Não dependa de outros, não dependa do seu chefe, não dependa de um CEO que decide o seu futuro como se você fosse um número (ou uma casa decimal…) que está sentado numa cadeira de um escritório em Madrid, em Paris, em Londres, ou em Nova York, que nem se quer sabe o seu nome. Se não quer ser tratado como um número, não se permita a tal.

Tenha a sua própria ideia de negócio, constitua a sua empresa, com sócios, ou sozinho, avance, arrisque, mas não fique parado a pensar: “…e se eu abrisse uma empresa, e se aquela ideia que eu tenho desse resultado….e se….” Como o meu amigo Ricardo Bellino (http://www.ricardobellino.com.br), que sempre foi um empreendedor de sucesso, escreveu no seu mais recente livro: “Porque não?”. Transforme o “não” em “porque não?”.

Seja empreendedor, empresário, networker, negociador, CEO, Diretor Geral, Financeiro, Marketeer, Comercial, e todas as funções que uma empresa deve ter. Comece do zero como todos começam, mas idealize a sua empresa como ela já fosse grande. Quando crescer, delegue, e delegue muito! Aprenda a delegar, a dizer que não, a analisar informação e não a produzir informação.

Tenha uma Visão da sua empresa e escreva essa visão. Escreva a Visão, a Missão, os Valores, defina o seu cliente de sonho, defina o seu produto ou serviço até ao ínfimo pormenor, a garantia, a sua USP, ou melhor, a sua proposta única de valor.

E faça outra coisa por favor: não se posicione em função do preço e do custo. A sua estratégia não pode ser o preço mais reduzido face à concorrência. Não lidere pelo preço e pelos custos. Lidere pela diferenciação. É aqui que se ganha dinheiro. É pela diferenciação que se cativa clientes de uma outra gama, que a imaginação puxa por nós, que o marketing puxa pelo produto/serviço, que a equipe de trabalho se entusiasma, que o cliente se sente satisfeito e se torna seu fã. Se a sua estratégia for preço, não fará mais nada do que reduzir custos e diminuir o preço até que a sua Margem Bruta seja zero, ou negativa, sem que dê sequer por isso, e depois já é tarde demais. Acha isso interessante?

Na área financeira tenha uma equipe autónoma, interna, ou em outsourcing, que lhe dê informações e opiniões que sejam transparentes e isentas, mesmo que não lhe sejam favoráveis. Assuma a crueldade dos números, abra-se à objetividade do financeiro que contratou.

Independentemente da dimensão do seu negócio, ou da taxa de crescimento que esteja a ter, exija informação de gestão, financeira, contabilística e fiscal, como se de uma empresa grande se tratasse. Não diga que não precisa de informação da sua Contabilidade só porque no ano passado faturou 30 mil euros. Seja exigente com o seu CFO e/ou Técnico Oficial de Contas, pois se assim o é, é porque está também a ser exigente consigo e com o seu próprio negócio. Não se esqueça que é você que desenha o seu próprio futuro, e o seu negócio é a sua “mina de ouro”. Portanto, tem de a gerir bem, muito bem!

A informação contabilística e financeira do seu negócio que o seu CFO e/ou Técnico Oficial de Contas é de extrema importância. Não renegue esta realidade. A Contabilidade irá permitir-lhe analisar a rentabilidade do seu negócio, a sua Margem Bruta, o seu Break-Even, o Prazo Médio de Recebimentos e Pagamentos, comparar o valor da dívida de Clientes que tem a receber com o valor da dívida a Fornecedores que tem a pagar, verificar se o Ativo Corrente é superior ou não ao seu Passivo Corrente, se o Resultado Antes de Impostos é suficiente para gerar o Cash-Flow que realmente precisa, para que consiga respirar calmamente acima da linha de água. Tem de ter um gráfico que lhe permita ver as oscilações do seu negócio.

Este conjunto de informações é independente do tamanho da sua empresa, ou da sua equipe financeira que tem ao seu dispor. Se não tem um CFO que lhe produz esta informação, trate de ter o TOC que desempenhe essa função. Qualquer Técnico Oficial de Contas pode e deve informá-lo constantemente da saúde financeira da sua empresa, independentemente do seu volume de faturação.

Aqui entramos noutro campo: a periodicidade. A informação financeira deve ser de cadência mensal, ou no máximo trimestral. Se só fala com o seu TOC duas vezes por ano, procure alternativas. Certamente são alternativas mais dispendiosas, mas pense qual o valor da informação do seu negócio. Se é importante atender o telefone dos seus principais clientes, igualmente é importante saber qual a rentabilidade do seu negócio.

As pessoas são o recurso mais importante numa empresa. Seja exigente na contratação, no acolhimento, no acompanhamento, na formação, e no crescimento de cada uma das pessoas que integra a sua empresa, independentemente de ser interna, ou contratado em outsourcing. Envolva o seu TOC na vida da sua empresa e verá que terá um aliado para a vida. A informação Financeira da sua Contabilidade é tão importante como a informação Comercial e Marketing.

Não se esqueça que o seu negócio é a tal “coisa” que lhe permitiu despedir-se do seu velho e fedorento emprego, deixar de ver e ouvir o seu “saudoso” chefe. Portanto, cuide do seu negócio, acompanhe-o diariamente com empenho, com interesse, com preocupação. É o futuro do seu negócio que lhe permitirá alcançar os seus sonhos, ter o carro que sempre sonhou, fazer a viagem que sempre quis, ter o tempo livre que nunca teve, estar com os amigos e família com quem sempre teve escassas horas. Qualidade em detrimento da quantidade: sempre!

Se tem uma ideia de negócio, quer abrir uma empresa, agora já sabe o que fazer: avance! A luz verde do semáforo só depende de si, e da equipe que constituir.

A maioria dos empresários gere a sua empresa pela conta bancária, ou seja, monitoriza o sucesso ou insucesso do seu negócio pela evolução das disponibilidades de tesouraria que detém no banco. Esta metodologia está por natureza generalizada e errada, pois o dinheiro no banco resulta da forma como gerimos a nossa empresa em períodos anteriores, ou seja, é uma consequência das nossas decisões de gestão que implementámos no passado.

Neste contexto, o foco do gestor terá de ser na rentabilidade do seu negócio, na análise cuidada dos gastos e rendimentos incorridos, da sua comparação com períodos anteriores, do seu peso relativo e absoluto, ou até da sua comparação com outras empresas do sector.

Para tal quando gerimos o nosso negócio temos de estar focados na informação que a contabilidade nos pode proporcionar, não só na sua componente fiscal que por si é importante face aos tempos que vivemos, mas principalmente na qualidade da informação de gestão que a contabilidade nos pode proporcionar, ou deverá proporcionar.

A mudança de mentalidade do gestor tem de ser alterada, de forma a que a procura de informação de gestão qualificada ocorra de uma forma mais frequente, com uma periodicidade mensal ou trimestral, e não de forma anual, alguns meses após o ano estar encerrado, quando a obrigação de pagamento do imposto se aproxima, e num momento em que não existe qualquer possibilidade implementar medidas correctivas sobre aquele período económico.

Em resumo, aconselhamos a que solicite ao seu Técnico Oficial de Contas informação Contabilística de Gestão, e não apenas e só fiscal, com periodicidade mensal ou trimestral frequente, que possibilite a introdução de medidas correctivas, de forma a que haja criação de valor no seu negócio, de forma sustentada, e que finalmente isso se traduza posteriormente nas disponibilidades de tesouraria que encontrará na conta bancária da sua empresa.

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